Curry indonésio (rendang) de mignon com coentro do Jamie Oliver

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Eu adoro ver programas de culinária da TV a cabo, sempre que estou em casa e resolvo ligar a televisão já fico zapeando para tentar encontrar algum programa legal. Hoje em dia existem cada vez mais canais e mais programas de qualidade disponíveis, e certamente um dos canais mais vistos nesse intuito aqui no Brasil é o GNT. Lá tem programas nacionais super legais como o Cozinha Prática da Rita Lobo e o Que Marravilha do Claude Troisgros, além de vários internacionais com o Gordon Ramsay, a Lorraine Pascale e a Nigella, mas certamente os programas mais assistidos no GNT são os do Jamie Oliver!

Agora ele está com um programa novo chamado “Economize com Jamie”, que tem um formato diferente dos programas anteriores. Ele trabalha com uma equipe que faz parte do programa, dando dicas de receitas econômicas e que reaproveitam outras comidas que sobraram, achei bem legal. Vendo esse programa vi uma receita que ele postou de um curry indonésio (rendang) feito com sobras de uma carne. Eu não tinha as sobras, fiz com uma peça de carne que eu tinha no congelador mesmo, mas fica uma DELÍCIA. Fiquei tão impressionada com a praticidade desse prato, 10 minutos e você já tem uma comida deliciosa, diferente e saudável para servir, quer coisa melhor? Continue lendo…

Biel Baum: chef, ativista, vegetariano, nômade, apresentador de TV e autor de livro aos 12 anos

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Sabe quando você lê uma coisa que parece tão incrível que você duvida que seja verdade? Foi assim que me senti quando li uma reportagem sobre um garoto chamado Biel Baum de 12 anos, vegetariano, ativista, chef, palestrante, apresentador de TV e escritor de livro. Ufa!

Pode parecer muita coisa para um garotinho tão novo, mas é verdade. Fã do mundialmente conhecido chef Jamie Oliver, aos 8 anos já estava cozinhando e encontrou no vegetarianismo e na alimentação saudável sua vocação para ajudar o mundo. Biel Baum é filho de uma família nômade de pai, mãe e 3 filhos (ele é o mais velho), que seguem um estilo de vida bem diferente do convencional. Unschooler (os filhos não vão para a escola, recebem educação caseira), é fundador junto com sua mãe do projeto Escola com Asas, que explica o conceito da educação “unschool” de que são adeptos.

Biel Baum também explora sua paixão pela culinária e pela alimentação saudável gravando programas de TV e internet para motivar as famílias a cozinharem. Alguns exemplos são o Cozinhando com as Estrelas e o Arte na Cozinha, da Chef TV.

Mas a parte que mais me interessou mesmo foi o envolvimento de Biel Baum em projetos sociais no mundo inteiro para disseminar a alimentação saudável, além de outros projetos como o “Imagine & Coma”, que seria a primeira rede de lanchonetes no mundo onde crianças e jovens podem fazer seus próprios lanches só com comida orgânica (achei a ideia bem legal), além de causas sociais que visam a alimentação saudável e nutritiva para crianças e jovens carentes aqui no Brasil e na África.

Autor do livro “Meu Diário para Jamie Oliver – Realizando Sonhos e Inventando Receitas”, lançado em junho deste ano, Biel Baum foi um dos palestrantes do TEDxCampos em 2012 com apenas 10 anos de idade, olha só: Continue lendo…

Cachaça comemora 20 anos como produto cultural brasileiro + receita de drink de cachaça com mate

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Produto cultural do Brasil desde 1994, definido pela lei nº 8.918, a cachaça só ganhou um dia em sua homenagem dezesseis anos depois, graças ao projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), aprovado em 2010.

Marvada, pinga, engasga-gato, birita, água-que-passarinho-não-bebe, e tantos outros apelidos foram dados ao destilado, marca da identidade brasileira.

Foi em 13 de setembro de 1661, há exatos 353 anos, que aconteceu a “Revolta da Cachaça”. A aguardente de cana tornou-se um símbolo da resistência ao domínio de Portugal, quando um levante popular dos proprietários de alambiques, no Rio de Janeiro, lutou pela legalização da bebida, que antes era proibida.

Hoje, o Brasil produz mais de 1,2 bilhões de litros da cachaça por ano e a exporta para mais de 60 países. Até 2012, o produto era conhecido genericamente no exterior como Brazilian Rum (o Rum Brasileiro), quando os produtores brasileiros ainda não podiam usar com exclusividade a denominação Cachaça.

Ao todo, quatro mil rótulos são fabricados por mais de dois mil produtores devidamente registrados. No entanto, de acordo com o IBRAC (Instituto Brasileiro da Cachaça), estima-se que 99% da produção brasileira seja realizada por pequenos empreendedores não credenciados, o que faria esses números saltarem para 40 mil rótulos fabricados por mais de 40 mil produtores. Não à toa, a “branquinha” vem conquistando cada vez mais espaço na gastronomia e nos cardápios de bares e restaurantes. Continue lendo…

Alimentação & Cozinha na Vida Moderna + Creme de cenoura, abóbora e curry

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Não é novidade para ninguém que essa “vida moderna” parece afastar cada vez mais as pessoas da cozinha e do que chamo de comida de verdade, aqueles ingredientes simples que a natureza disponibiliza e que verdadeiramente alimentam corpo e alma. Congelados, sopas desidratadas, macarrão instantâneo e, para os que não querem sujar nem um prato, os disque-entregas são a verdadeira coqueluxe de quase todo mundo que trabalha fora e não tem a cozinha como uma das suas prioridades, principalmente depois de um longo dia de trabalho.

Eu não estou aqui para julgar ninguém, até porque não posso: casa de ferreiro, espeto de pau. Ou seria casa de cozinheira, talher de plástico? Fato é que eu mesma me rendi e rendo várias vezes por preguiça, falta de tempo ou simplesmente falta de saco depois de um dia de 12-14 horas fora de casa enfiada no escritório, imersa em milhares de e-mails, duas telas de computador e muitos petiscos integrais e “saudáveis” durante o dia, que amenizam a fome e a culpa. É verdade que esses escapes têm sido cada vez mais raros e concentrados nos pedidos de comidas para entrega, que quase sempre se resumem a um risoto ou carne – congelados e sopas desidratadas não fazem parte da minha vida já há muitos anos, e foram tarde! -, mas é difícil de resistir à tentação quando chego em casa me arrastando às onze da noite.

Mas a bem da verdade, e em defesa da comidinha caseira que agrega tanto à saúde e ao bolso, dá para fazer verdadeiras maravilhas em casa com poucos ingredientes e pouco tempo. Certamente a recompesa do esforço empreendido é imediata! Esse creme de cenoura com abóbora e curry fiz em, no máximo, 15 minutos, dos quais só tive trabalho mesmo em 5, os outros 10 minutos foi só para aguardar os legumes cozinharem. E ficou um creme gostoso, aveludado, cheiroso e com essa cor linda! Marido comeu de raspar a panela ;- ) Continue lendo…

O dia em que visitei a fazenda de baunilha em Taha’a, a ilha da baunilha da Polinésia Francesa

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Ano passado fiz a viagem mais incrível da minha vida durante minha lua de mel (falei um pouco sobre o casamento aqui) quando fomos para a Polinésia Francesa. Visitamos 5 ilhas desse arquipélago lindo, e uma delas foi a ilha de Taha’a, conhecida por lá como a Ilha da Baunilha. Imagina se eu não estava super curiosa para conhecer?

Taha’a e Raiatea são ilhas irmãs (muito próximas) e são muito charmosas pois ainda guardam muito das histórias e visuais da população ancestral da Polinésia. O lugar é lindo de morrer, igualzinho nos filmes, com aquele mar azul esverdeado maravilhoso, altas montanhas e vegetação abundante. Um paraíso!

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Uma das fotos durante nosso passeio pela ilha e foto que tiramos junto assim que chegamos, quando fomos recebidos com colares típicos de conchas e flores, tudo super fofo!

Taha’a é chamada de Ilha da Baunilha porque tem em sua ilha a maior parte da produção de baunilha de toda a Polinésia, algo em torno de 85%. Continue lendo…

Pizza sem gluten e lowcarb com massa de couve-flor para uma sexta-feira mais feliz

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Sexta-feira é dia de pizza! Mas como eu já contei para vocês, desde o início do ano descobri uma intolerância ao trigo (mas não ao gluten, olha só que coisa!) e estou já há vários meses restringindo ao máximo o consumo do trigo na minha alimentação. Já estou reintroduzindo aos poucos, em refeições especiais ou quando tem alguma coisa que eu queira muuuito comer, mas mesmo assim é muito pouco. Imaginem então há quanto tempo não comia uma pizza e como estava morrendo de vontade de fazer uma!

Sei que existem várias receitas sem farinha de trigo pela internet, mas fiquei bastante interessada quando vi várias pessoas fazendo suas versões dessa pizza feita com massa de couve-flor. Eu sei, parece que não vai ficar muito bom, mas garanto que o sabor da couve-flor é suave, sobressaindo muito mais o do queijo e do molho que você usar. Vi várias receitas bem diferentes na internet e resolvi experimentar a da Adriana do Casa, Coisas e Sabores, porque as outras que vi tinham uma quantidade de queijo ainda maior, o que eu não curti muito.

Já aviso que a receita é sem gluten e lowcarb (baixo carboidrato), mas tem bastante gordura por causa da quantidade de queijo. O queijo é essencial justamente para dar a liga na massa. Pretendo fazer a receita de novo diminuindo mais um pouco a quantidade de queijo na massa (ao invés da proporção 1 para 2 vou tentar 1 para 3) e trocando por muçarela light, para tentar diminuir a quantidade de gordura. Também quero fazer com muçarela de búfala na cobertura, para dar um toque diferente e deixar o gosto da cobertura bem diferente do da massa. Para quem gosta de queijo essa pizza é perfeita!  Continue lendo…

Filé mignon suíno com batata-baroa (mandioquinha) no molho de mostarda e chipotle

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Muita gente tem preconceito quando se fala em comer carne de porco, mas sabia que alguns cortes suínos estão entre as carnes mais saudáveis que existem para o consumo humano? A grande dica é cozinhar bem a carne para que ela não tenha partes cruas ao ser consumida, que é onde mora o risco real de consumo da carne suína (e de quase todas as carnes, salvo a gente saiba realmente qual a sua procedência e os cuidados que foram tomados na sua manutenção até o momento de ser servida).

Filé mignon suíno para mim é uma das carnes mais gostosas, fáceis e versáteis. Sempre tem no meu congelador! Fica muito bem com vários tipos de acompanhamento e é sempre macia e saborosa. Sempre aviso para todo mundo que essa é uma carne rosada por natureza e seu tom rosado não significa que está crua, então não tentem fritar, assar ou cozinhar o filé mignon suíno até ele não ficar mais rosado, isso vai significar uma carne dura, ressecada e sem gosto! Aquele tom dourado de carne selada/assada é o tom ideal.

Esse molho ficou simplesmente delicioso, com sabor bem marcante. Usei a pimenta chipotle em conserva que é uma das favoritas lá em casa, já que confere um sabor defumado ao prato que fica irresistível. Se você não gosta de defumado pode alterar pela pimenta dedo de moça e, se você não é fã de sabores apimentados, pode suprimir a pimenta da receita que também vai ficar muito bom. Agora mãos à obra! ;-) Continue lendo…